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George e Genivaldo

Faltou ar para George e para Genivaldo


Às vezes, me sinto asfixiado diante de algumas ações que me chegam e perplexo ao constatar a falta de reação diante das mesmas; é uma espécie de letargia, um sentimento de indiferença paralisante.



No dia 25 de maio de 2020, em Minneapolis, George Floyd foi assassinado cruelmente. A ação covarde causou uma onda de revolta que chegou a diversos países, incluindo o Brasil onde vimos ser gravada, na Avenida Paulista, a frase marcante “VIDAS NEGRAS IMPORTAM", além de várias manifestações que mobilizaram milhares de pessoas.


Depois daquele fatídico 25 de maio, vários outros fatos semelhantes, infelizmente, aconteceram por este mundo de meu Deus e as reações foram imediatas, reunindo um verdadeiro "exército” que marchou pelas grandes cidades, exigindo justiça e mudanças nas leis, mudanças estas conquistadas, além da condenação dos assassinos e dos seus comparsas e cúmplices, naqueles paises onde os fatos ocorreram.



Até que no último dia 25 de maio de 2022, exatamente dois anos após o assasinato de George, assistimos o assasinato de Genivaldo dos Santos, morto de forma cruel e desumana, tudo registrado em vídeo e testemunhado por inúmeras pessoas. As semelhanças com o crime ocorrido em Minneapolis dois anos ante são impressionantes:


*As duas vítimas estavam envolvidas em ações de baixíssima gravidade, tidas como comuns.

*Uso desproporcional da força por seus algozes levando a morte por asfixia depois de dominados.

*Os dois foram assassinados por forças policiais totalmente despreparadas e com requintes de crueldade.

*As duas vítimas eram homens negros e pobres.

*E a apatia dos que assistiam, sem saber como reagir ou interferir.

*Além de muitas outras que poderiam infelizmente serem citadas.


No entanto, as diferenças começam a aparecer quando se atenta para alguns pontos, como: Genivaldo foi morto em Umbaúba, litoral sul de Sergipe - Brasil, quando foi abordado por transitar sem capacete em uma motocicleta. A abordagem truculenta se deu em via paralela à BR 101, no meio da lama, em um lugar feio e longe.


Longe de tudo, tão longe que não teve a reação esperada e necessária. As poucas manifestações populares foram tímidas, nada parecido com o que se viu quando do assasinato de George. As reações das autoridades foram vergonhosas. Estas, aliás, só se manifestaram quando se viram pressionados pela opinião pública.



Longe da realidade de quem importa, longe de Minneapolis (USA); será que só nos resta esperar que outros acontecimentos cheguem para soterrar a morte de Genivaldo? Não. Fico aqui pensando: o que será que acontece se eu, em um dia daqueles que todos temos de impaciência e raiva, for parado e perder a calma diante de uma abordagem mal feita? Será que vou morrer numa câmara de gás improvisada? Ou me dominarão com um mata-leão? … E com os meus filhos, que voltam às vezes de madrugada para casa? O que pode acontecer?


Tenho muito medo!


Acho melhor protestar, “VIDAS SEMPRE IMPORTAM”.

Antes que eles matem o César, ajoelhando em seu pescoço diante das câmeras, ali, no centro de São Paulo.

Tá chegando perto!

É bom tomar cuidado…


Rogério Alves


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