A Bolha
- Rogério Alves da Silva

- 2 de jul.
- 2 min de leitura

Dentro da bolha está sempre quentinho, um mundinho hermético e por isso seguro, calmo e estável.
Durante toda caminhada, essa danadinha sempre esteve ali, de olho em mim, doida para me envolver. Nessas minhas muitas andanças, fui convidado e participei de muitas convenções, palestras, workshops, encontros e seminários no mundo fechado das corporações, uma verdadeira bolha.
Quando nos fechamos, abrimos mão de tudo que está fora da bolha, nos achando prontos, feitos, acreditando não ter nada a aprender, é como se nossa caneca estivesse cheia e não coubesse mais nada. Dentro da bolha, nos achamos os bons e já entramos nos muitos encontros, crentes de sabermos tudo.
Ao acordar e despertar para um novo mundo, nosso horizonte se expande, se descortina, ficamos espantados com a nossa ignorância e é comum chegar-se a conclusão de que: “não sabemos quase nada de quase tudo”, e que temos muito a aprender, aí, a vida sorri de felicidade.
Aprender coisas novas é empolgante, é prazeroso, e quem está na bolha não faz a menor ideia do que se está perdendo. Por ser fácil e cômodo viver na bolha, ali, todos pensam mais ou menos da mesma forma, falam calmamente dos mesmos assuntos, frequentam os mesmos lugares, pensam que gostam das mesmas coisas.
A bolha, pode estar no profissional, na política, na sua religião, no seu hobby, …, mas, as bolhas mais perigosas e difíceis de serem rompidas e de se libertar são as do mundo profissional, corporativo, por ser onde nós passamos a maior parte do nosso tempo ou da nossa vida, como preferir.
Aprender é uma disposição íntima, é se abrir para ouvir, reconhecendo que o outro sabe o que você “ainda” não sabe. É entrar na conversa desarmado, ciente que é uma boa oportunidade para crescer.
Não se deixe limitar, não se acomode, a sua bolha, por maior e mais espetacular que você acredite que ela seja, é somente uma bolha diante de um mundo infinito de vivências, conhecimentos e descobertas.
Rogério Alves

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