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Toda manhã, quando nas primeiras horas do dia olho para a vida, percebo que são muitos os afazeres e eles se estendem pelos dias, semanas, meses e em casos extremos, por anos.  A minha agenda está sempre abarrotada de compromissos e por mais distantes estejam as páginas onde foram anotados, acabam chegando e se impondo, exigindo cumprimento.


Quando o convite chega, você se deixa enganar pela distância da data e, inocente, aceita, pensando: "Ah, é somente daqui a três meses!" Só que, a partir do momento do aceite, o tempo acelera sua marcha e quando você se dá conta, chegou o dia. O grande problema é que noventa dias se passaram e seu ânimo hoje é outro, sua vida agora está se processando em outro ritmo e num contexto diverso daquele e sua disposição pode ainda estar em baixa.


E agora? O compromisso é amanhã e você pensa: "Meu Deus! Onde eu estava com a cabeça quando aceitei? Eu estava bêbado? Não, eu nem bebo." E lá vai você, contrariado, aborrecido, pensando como seria bom ficar em casa. Mas ainda bem que, com o passar do tempo e com a experiência de vida, você acaba ganhando coragem de recusar certos convites, conseguindo declinar do que, na realidade, são grandes ciladas.


Verdadeiras armadilhas com a intenção de nos capturar e elas estão a torto e a direita. Você já foi convidado para ir a um baile? Não? Eu já fui e aceitei, acredita? E pegar uma prainha? A princípio pode parecer um convite inocente, legal, cometa o desatino de aceitar e você verá que o inferno pode estar logo ali a poucas horas da sua casa. 


Cuidado, pois o final de ano é o auge da temporada de caça às vítimas inocentes e desavisadas, nesta época surgem convites muito loucos como: “alugar uma casa na praia em grupo”, “passar o réveillon em Copacabana”, “pegar uma cachoeira”, essa é sempre ruim: a água é fria, tem pernilongos, mutucas, elas são sempre longe e nos dias de sol e calor, a cidade inteira se convida e vai para a sua “tranquila” cachoeirinha dar um tibum.


A dica é que você dê uma olhada na sua agenda, coloque seus compromissos em fila, repasse-os um a um, separe os que se impõem pela obrigação, aqueles que não têm jeito de evitar e, com o restante deles, utilize o bom senso, a experiência e se sentir que é furada, dê um jeito de se livrar ou de nunca mais se comprometer.


Eu já passei do peso e da idade de deixar a minha fila crescer com compromissos que não me dão prazer em cumpri-los.

Tô fora!


Rogério Alves 


 
 
 

1 comentário


modesto_tv
modesto_tv
17 de jan.

Pois é, só a idade ensina a se livrar dessas furadas...

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