Black Friday (sexta-feira negra)
- Rogério Alves da Silva

- há 14 minutos
- 2 min de leitura

Quando saí de casa hoje às 05:42:16 para fazer a caminhada para os meus médicos, o dia já havia amanhecido, eles chegam bem cedinho nos meses de Novembro; quando atingi a praça, me deparei com uma fila enorme que dobrava lá na outra esquina, pessoas encapotadas, duas ou três protegidas por cobertores, muitas sentadas naqueles frágeis banquinhos plásticos e umas poucas em cadeiras de praia, a maioria estava mesmo de pé e conversavam alegremente.
Intrigado com a cena, fui averiguar e constatei que a fila tinha como ponto de partida e alvo uma loja do tipo bazar e magazine, daquelas que vendem de um tudo que a gente não precisa e acaba comprando. No final daquele dia, uma pequena fila ainda persistia, e fiquei sabendo, por relatos, que as pessoas puderam comprar por preços módicos apetrechos como: chaleira elétrica, pisca pisca, pufes, tamboretes plásticos, papai noel rebolativo... e muitas outras “utilidades”.
Já era sábado quando fiquei sabendo que teve também tapete para banheiro, porta-shampoo, travesseiro, mantinha daquela de poliéster com pelinhos... segundo todos: “tudo muito barato”, confesso que tive uma pitadinha de inveja e arrependimento de não ter entrado naquela fila da tal “Black Friday“ com tantas coisinhas que poderiam suprir ou enganar as minhas inocentes “necessidades”. Ainda bem que esses sentimentos passaram rapidinho.
Ainda bem que a Black Friday passou! Ou será que o que eu vi naquela linda manhã foi somente a ponta do iceberg? Pessoas mais antenadas que eu me disseram que já temos: “Black Week”, “Black November” e muitas outras derivações da Black Friday que chegou e se esparramou, caindo no gosto de "quase” todos os brasileiros.
Na próxima, estou pensando seriamente em aproveitar para comprar uma sapateira e um kit de ferramentas, daquelas bem baratinhas que somem da maleta por encanto, enferrujam e acabam rápido. Dá próxima vez não vou deixar passar, vou entrar na fila. Acho que ainda não terminou, essa onda ainda vai longe.
Rogério Alves

Comentários