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Das minhas janelas

Como você é grande e intrigante!

Quando eu comecei a caminhar,

pensei que te conhecia.


Te olhava pelas janelinhas dos meus olhos,

te achando misterioso e instigante.


Eu que nem sabia ser menino,

pensava que tudo podia,

corria nas suas ruas, saltava suas grades, pulava seus muros,

pisoteava seus jardins.


Com o passar do tempo, meus olhos cresceram,

as janelas se ampliaram descortinando seu esplendor,

e eu quis e pude te ver mais.


Vi que as minhas ruas eram vielas,

que as grades tentavam me conter

e que os muros, eram só uma ilusão de te ter.


Com as janelas escancaradas,

pude ir mais longe, voei, andei, naveguei e corri, mas mesmo assim,

eu pouco te conheci.


Vilas, cidades, palácios e castelos,

você é maior do que eu pensava,

Mas foram as pontes que me fascinaram,

nada é tão belo e tão importante como as suas pontes.


Elas ligam as pessoas, encurtam as distâncias,

facilitam o meu transitar,

São belas em sua diversidade,

me levam ao outro lado,

permitem-me te desvendar.


Pelas minhas contas e pelas pontes que ainda tenho que atravessar,

Vejo que minha vida é curta,

só espero que me sejam dadas outras,

para eu te reencontrar.


Que minhas janelas se abram novamente,

mesmo que para outras paisagens, ainda que em outros tempos,

quero continuar de onde eu parar esta aventura,

te conhecer mais, atravessar muitas pontes e me encantar.


Vou, sem medo, buscar a outra margem!


Rogério Alves.



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