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Praias, tô fora …


É muito interessante observarmos como estamos sujeitos às influências da convivência. Desde muito jovem, ir à praia sempre esteve cercado de um certo ar de acontecimento, tido como uma ação maravilhosa, algo extraordinário.


Pois bem, morando na serra e envolto neste sentimento, fui muito à praia, no estilo excursão bate e volta. Você faz ideia de quão horroroso é isso?


Passar a noite meio em claro com os preparativos e, ainda, atormentado pela ansiedade de perder a hora, levantar na madrugada aturdido como um zumbi, embarcar num ônibus e fazer uma viagem de umas três a quatro horas…



Chegar na praia desnorteado, sem saber ao certo onde me encontrava, passar o dia todo na praia, sem protetor solar, comendo lanches preparados na véspera e, ao final da tarde, aguardar até que os organizadores do "evento" conseguissem reunir todos os malucos para iniciar a viagem de retorno - todo queimado de sol e muitas vezes sem tomar um banho após todo o dia.


Você já passou por isso?

Pode ser traumatizante!



O tempo foi passando, as condições melhorando e entramos na era de poder alugar uma casa na praia: você acha que ficou melhor?


Que nada! Casa dividida com várias outras pessoas, às vezes com um só banheiro, água com cheiro e gosto ruins, calor, fazer comida para todos, crianças, baratas e mais alguns acidentes, estadia que sempre terminava em queimaduras de sol e o tradicional descascar.


Algo só superado com terapia!


Com as coisas um pouco melhores, começamos a poder viajar de férias, você pode imaginar para onde? Praias, sempre praias: no Espírito Santo, no nordeste e outros destinos, mas sempre elas.


Até que chegamos ao apogeu de ter uma casa (alugada) na praia por cinco anos. Aí sim, foi "marcante”! No início era serra/praia, direto, depois as idas foram se espaçando, até que nos últimos dois anos destes cinco, eu não pus meus pés lá.


Mas ainda ficavam me atormentando através dos posts e declarações marcantes sobre as maravilhas das praia e do mar, pérolas como:


"Réveillon pra mim tem que ser na praia!"

"O mar me tranquiliza!"

"Um banho de mar me revitaliza!"

"O pôr do sol no mar é…!"



E eu me sentia deslocado, até culpado diante destas declarações e, assim, meio obrigado a continuar insistindo mesmo sem gostar. Talvez por isso, fiz ainda algumas insistentes experiências:


*Pôr do sol no nordeste ao som de música clássica, num restaurante maravilhoso... e eu nada.

*Hotel cinco estrelas em Natal... e eu com saudades de casa.

*Poltrona numa barraca em Geribá... e eu doido para tomar um banho dormir na minha cama.

*Rede na praia de Carneiros... e eu sem ver a hora de voltar para o hotel com o ar condicionado ligado a 20°.

*Caminhada até a Lopes Mendes... e eu só pensando na caminhada de volta e nas mutucas me picando no meio da mata.

*Mergulho em Arraial do Cabo... e eu com saudades da piscina do hotel.


Muro Alto, Sonho Verde, Pipa, Dos Amores, Trancoso e muitas outras…


Fiz esses relatos para deixar claro que foram muitas e em vários níveis, as tentativas de gostar de praia.


"Há, mas você não se sentou num barzinho no final da tarde à beira mar, tomando uma cervejinha?"


E eu respondo: não bebo cerveja. Mas, sim! Já fiz a experiência com Coca-cola, sorvete, camarão... e, depois de uns 10 minutos olhando para o mar, na monotonia das ondas batendo na areia, eu começo a me perguntar:


- O que eu estou fazendo aqui?


Depois de muito lutar com o não gostar do que todo mundo "diz que adora", eu há alguns anos me sinto tranquilo e livre em dizer:


Eu não gosto de praias!

E pronto, acabou!


Rogério Alves.


Será um prazer fazermos contato!

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