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Atualizado: 8 de mai.

"Faz escuro, mas eu canto!"

Thiago de Mello.


É, no mínimo, intrigante olhar para trás e constatar que já foi melhor; já que o natural é evoluir, progredir e ver tudo se transformar positivamente.


Uma realidade vem me chamando a atenção de forma incômoda, e olha que não é de hoje, mas só resolvi compartilhar com vocês agora, talvez por ter, durante os últimos meses, me dedicado a observar e juntar mais informações.


"Oh Madalena, o meu peito percebeu" que te devemos desculpas por estes tantos anos que não te enxergamos, pela imposição de valores falsos que te levaram a acreditar no que eles queriam, pela tentativa de te desumanizar!


Alguém pode pensar que a vergonha foi lá no fim do mundo… Não! Foi ali pertinho de Salvador. Tivemos, há alguns anos, outra Madalena, lá em Minas Gerais, também numa cidade boa, grande (caso já esquecido), em ambos os casos a barbárie foi cometida em casas de classe média, por pessoas tidas como "normais" e "respeitáveis".


Estes, são resquícios de práticas sociais antigas que ainda sobrevivem até nos grandes centros. Não param de serem divulgados, casos de trabalho análogos a escravidão. E também em fazendas de diversas regiões do Brasil, pessoas são encontradas nas "novas senzalas", ali, pertinho de nós.


As leis existem, se cumpridas seriam o instrumento suficiente para proteger o trabalhador, pelo menos destes horrores, mas elas não foram "ainda" incorporadas e assimiladas (nestes casos) ao senso social, moral e humanitário.


É lamentável perceber um retrocesso nas relações sociais em pleno ano de 2022, terceira década do terceiro milênio da era cristã, onde a exploração do Ser Humano ainda se dá em função do maior lucro, da ganância e da desumanidade.


Até quando vamos chorar diante do depoimento de Madalena?

E, depois, nos levantar e seguir com a nossa vidinha boa?

É hora de atentar para a atual tentativa de subversão dos valores éticos e morais, de se indignar com o esforço para banalização da violência verbal e física.

Diante da barbárie não podemos nos calar.


Rogério Alves.


Imagem: Escravidão contemporânea no Brasil.


Comentário de nossa amiga, Cláudia Mara Ribeiro Barboza, a quem muito agradecemos!


Tem gente que acha normal a escravidão. Tem gente que não tem dó de ninguém. Tem gente que vive no tempo da escravidão. E muitas vezes acha normal ter uma escrava em casa para fazer tudo que a pessoa quer. Tem patrões que sugam ,humilham,e ameaçam seus funcionários,inclusive em repartições públicas (e como tem!). Triste constatar tanta desumanidade. Dê-lhe o bastão (poder) e veja o cidadão. Incrível como pessoas ao se verem em funções melhores se vestem de "superiores" e partem para "curar" suas frustrações e baixa estima escravizando pessoas . Isso acontece nas relações humanas,todo dia,hora,minuto. A luta no século XXI é identificar esses casos. Empoderando as vítimas dessas torturas. Colocando telefones a disposição para receber denúncias . É triste ver,constatar o quanto tem pessoas capazes de aniquilar a vida do outro ,só por gosto de demonstrar poder, ganância, frieza. Ainda temos muito que nos purificar. Muito mesmo.


Comentário da nossa amiga, Deidi Lúcia Rocha, a quem muito agradecemos.


Ah, Rogério! Você resume nossa indignação numa frase: "diante da barbárie não podemos nos calar"!! E eu penso que então devemos transformar nossa indignação em digna-ação! É o que você acaba de fazer!! Obrigada

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