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Empatia

8 de mar. de 2025
1 min de leitura


Deitado no banco da praça 

Vigio o ir e vir dos passantes 

Eu não sei os seus destinos 

A pressa é geral e irrestrita 

E eu ali sem coragem de ir

Todos correm de lá e de cá 

Eu sentado, destino incerto 

Reparo nas roupas e cores

E eu ali, no monocromático 

Subo a rua que sai a direita 

É engraçado eu saber andar

O destino eu ainda não sei

Entro na torrente e me largo

Levado e retido, sou impasse

Sigo o rumo dessa multidão 

E ela se dirige àquela praça 

Meu banco agora tem dono

Atento, ele vigia os passantes 

Nossos olhares se encontram 

Ele me reconheceu de pronto

Eu tenho certeza quem ele é 

Baixamos os nossos olhares

Sou eu ali no banco da praça

Sou ele perdido na multidão.


Rogério Alves 


 
 
 

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