Entardecer
- Rogério Alves da Silva

- há 6 horas
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Uma lembrança teimosa não para de se assanhar e, sorrateira, intromete-se em minha mente, trazendo-me a imagem de minha cama, macia e cheirosa.
Minhas pálpebras, exaustas, se fecham com prazer e gozam de um bom e breve momento de descanso, até se abrirem por encanto ou por puro extinto.
Luto para não ser tomado pelo sono, assim como certas crianças que, mesmo exaustas, fazem pirraça para não deixar o belo mundo das brincadeiras.
A criança que ainda mora por aqui briga com o velho que vem chegando e se ajeitando, tomando espaço e assento, em busca de sombra e água fresca.
À tarde, à espera da noite, me jogo no berço preparado pelo dia e o faço na intenção única de deitar o velho cansaço que as horas fizeram pesado.
Rogério Alves

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