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Espelho, espelho meu…



Durante anos e anos, passei em frente àquele espelho

Pra lá e pra cá, vivia em uma correria alucinada, sempre com uma pressa desesperada, mesmo quando a vida estava calma e tranquila como ela costuma ser às seis horas e sete minutos de um domingo nublado.


Eh… Hoje, eu sei que ela, às vezes, para, que tem hora que é tempo de só se sentar e ficar ali, sentindo o seu escoar de minuto em minuto, que fluem sorrateiros nas muitas trilhas da contemplação sossegada, marcada pelo ritmo da respiração e um pensar solto num mundo imenso.



Em um certo ponto da correria, por um instante ou outro, o olhar começou a se deter na figura esbaforida que passava em frente ao espelho e a fitou por um pouco. Dali em diante, este olhar foi se tornando mais curioso e corajoso, até o dia em que os olhares se encontraram num reconhecimento mútuo.



Olhar-se nos olhos é descobrir uma porta de entrada para um mundo misterioso, fechado a sete chaves.

Ao parar e buscar seus próprios olhos, os movimentos cessam, se acerta a postura e fita-se com aprofundamento, num longo olhar perscrutador, tendo os olhos como centro e o rosto como algo a ser explorado.



Olhar-se no fundo dos olhos é sinal claro de querer desvendar-se, de desejar entrar e se reencontrar para um momento íntimo de conhecer-se, exercício de voltar-se para dentro na esperança de encontrar o eu verdadeiro, sem máscaras, um querer se abrigar.


Essa experiência proporciona, por outro lado, também, a liberdade daquele que aprisionamos em nome das convenções, tradições e do enquadramento social, tudo em nome da aceitação.


Olhar-se nos olhos é uma experiência ímpar e corajosa!


Quero olhar lá dentro!

Desejo sair e viver!


Rogério Alves


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