Esquina do Pecado

O carro estava mais uma vez parado ali na esquina, decidido a impedir minha entrada na rua que me levaria até em casa, de vidros abertos, som ligado, ele me olhava com seus faróis baixos, assistindo minhas peripécias para não esbarrar no trilho que protege o bueiro da esquina e nem raspar o parachoque em sua lateral reluzente.
Seu proprietário, deveria ser um dos que, de pé à porta da loja de bebidas, curtia sua cervejinha, conversando amenidades e talvez discutindo futebol, enquanto fingia não ser o causador do transtorno imposto a todos que precisam dobrar a esquina do pecado.
Esse, é só um exemplo dos que a gente vive dia após dia pelas ruas. Noite dessa eu estava indo para o aniversário de um amigo, transitando tranquilo e disciplinado em alinhamento militar, quando duas motos se chocaram no corredor e uma delas esbarrou no retrovisor e na lateral do meu carro, nos dando um grande susto e estragando minha noite.
As ruas no entorno da praça aqui no meu bairro depois de uma determinada hora, se transformam em pista de testes para canos de descargas, numa competição alucinada para escolher o mais barulhento e estridente, incomodando e tirando a paz dos moradores.
O que será que se passa na cabeça das pessoas quando elas deixam de pensar nas outras? Que nível de indiferença faz com que se ignore o bem estar do outro? Até que ponto pode ir o ego? Sempre foi assim ou vem piorando?
É algo para se pensar e avaliar!
Que tal contar nos comentários suas experiências e observações?
Será que é um problema de educação?
Rogério Alves


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