Futurologia
- Rogério Alves da Silva

- há 5 dias
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Quando eu era criança pequena lá em BH, uma fala me chamava a atenção de forma assustadora, era quando eu ouvia adultos dizerem: “de mil passará, mas a dois mil não chegará”, um bordão apocalíptico que previa o fim do mundo no ano 2000, o que não ocorreu, assim também como o Bug do milênio que não se deu.
Esses são exemplos antigos e icônicos de futurologia que falharam fragorosamente. Não podemos esquecer das tantas outras vezes que o mundo iria acabar e como se vê, não acabou.
Mas, quero falar da futurologia de bolha, aquela que se fecha no meio onde surge e todas as previsões são dos que estão nela. Lembram que o rádio estava com os seus dias contados? E décadas depois aí está ele, vivo e vendendo anúncios com muita força.
E a automação? O que se ouvia era que, ela iria destruir os postos de trabalho, que o desemprego em massa seria certo, cruel e devastador, e o que se vê é a falta de mão de obra em todos os setores do mercado, com números de quase pleno emprego no país.
Agora, a cantilena é a da IA (inteligência artificial) que vai mudar tudo e o mundo em pouquíssimo tempo, a ponto mesmo de ameaçar a existência humana. Será?
Bem, não podemos esquecer que por trás da inteligência artificial pode estar a burrice natural, está realmente muito perigosa.
Sou vendedor há uns 38 anos e venho ouvindo que a minha profissão está com os dias contados desde sempre, a cada nova tecnologia surgida os futurólogos de plantão se manifestavam: “agora acabou!”.
Será?
O poder de adaptação do Ser Humano é incomensurável!
E outro detalhe, a vida se dá aqui, fora das bolhas.
Rogério Alves

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