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Quando é hora de aposentar!


A vida vai se gastando, e quando se vê, meus 25 anos se perderam na estrada cuja algumas paisagens já foram morar no grande baú do esquecimento, onde tenho que mergulhar para resgatá-las quando a memória é requisitada.


Meus dias, passados tantos e tantos verões, estão ficando muito maiores e teimam em não terminar mesmo com a chegada da noite; já no meio da tarde, começo a buscar as horas e a torcer para o meu celular aquietar, pois ele é o culpado número um pelo estender-se do meu dia.


A vida é feita de ciclos e por estações, chega uma hora que inevitavelmente se faz contas e elas não são feitas no lápis ou na calculadora, elas se processam no dia a dia, nas dores ao acordar, na falta de paciência, na esperteza  adquirida nas experiências, na falta de sono, e o mais forte, em tudo que você vivenciou.


E o resultado é que você já gastou dois terços ou mais, das vidas que tinha para esse jogo e, um pensamento passa a predominar em sua mente: é hora de aposentar, de dedicar tempo à mãe, à esposa, aos filhos, à família, aos amigos e aos que precisam de cuidado e assistência. E no tempo que sobrar, se presentear com músicas, poesias, livros, pinturas, viagens…


E ainda, ficar atento para que, sobrando mais um tempinho, não se abra mão de escrever sobre tudo isso como forma de registrar e guardar esses momentos bons, antes que eles resolvam morar no grande baú do esquecimento. 


Um sentimento me visita à cabeça como um fiel cliente que sempre volta e me faz uma forte pergunta: Será que não é hora de retribuir um pouquinho de tudo que a vida lhe emprestou? 


Não quero que digam no meu velório: “Esse trabalhou até morrer!” Ou pior: “Morreu trabalhando!”.


Rogério Alves 


 
 
 

1 comentário


Modesto
Modesto
há 2 horas

Pois é... a grande questão é que, após a aposentadoria, ao menos para alguns — entre os quais me incluo — instala-se uma profunda saudade dos tempos de trabalho. E não se trata apenas de uma questão financeira, mas, sobretudo, do sentimento de pertencimento a um mundo ao qual dedicamos tantos anos de existência e do qual muitos encontram dificuldade em viver afastados. Afinal, o trabalho, para além do sustento, também confere sentido, identidade e a silenciosa sensação de que ainda ocupamos um lugar na engrenagem da vida.

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