Hora para um Café
- Rogério Alves da Silva

- há 7 horas
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O verão evaporou, passou tão rápido que entre uma daquelas chuvas barulhentas de final de tarde e um dia que amanheceu friozinho, o outono se fez num piscar de olhos, sem dar satisfação e hoje o inverno já se mostra em frentes frias que nos dão uma boa amostra do que será logo mais.
Às sextas-feiras no meio da tarde, minha mãe costuma dizer ao me ver chegar: “Meu filho, hoje já é Sexta-feira de novo, acabou a semana. O tempo está passando muito rápido, meu Deus!” e olha que ela, aos 93 anos, tem uma rotina um tanto calma e bem tranquila. O que dizer dos que estão na correria e matando leões?
Que sensação louca é essa que acomete a maioria das pessoas? O tempo não mudou sua marcha, ele continua seu tic tac como naqueles tempos de que temos saudades, onde afirmamos que tudo era mais calmo e a vida se arrastava em ritmo preguiçoso. Será que era assim?
Fico pensando e tentando descobrir o que realmente aconteceu. Será que foram os ponteiros do relógio que adotaram os conselhos do Dr. Kenneth H. Cooper e resolveram correr? Ou foi somente a vida que resolveu viver esse mundo novo que nós fomos criando desde pequeno e que se rebelou contra seus criadores?
Até onde iremos?
Qual o nosso limite?
Sou um fissurado por esse mundo; corro para cima e para baixo o dia todo; estou sempre com pressa, mesmo quando o próximo compromisso é no dia seguinte; perco o sono por um nada; não largo o celular… mas, às vezes, me dá uma baita vontade de abandonar o Dr. Cooper e voltar a andar, bem devagarinho, com paradas para um café (descafeinado) e um bom papo.
Salve-se quem quiser!
Rogério Alves

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