acreditar-em-si.jpg

Conheça também nossas páginas sobre:

Contato


Economia Criativa

Moda Social

Pequena Empresa

Perguntas sobre Vendas

Pelas trilhas da Venda

Criatividade e Liderança

Empreendedorismo Social

Ação Social

Trabalho Voluntário

Blog

Agenda

Insônia

Às vezes, quando mais jovem, eu perdia o sono por algo tido por "muito sério".

Custava a dormir, lutava... até que, derrotado, apagava e... Adeus problema!

No dia seguinte, dormia até tarde, numa vingança do corpo recuperando as horas perdidas da noite anterior.


Hoje, quando avalio os problemas que me fizeram perder horas de sono no passado, sorrio e meneio a cabeça negativamente, me achando bobo naqueles tempos já distantes…



O pior é que, de uns tempos pra cá, o que era ocasional ficou quase permanente. Pequenos problemas e contratempos comuns são motivos para que o sono se espante e se vá sem nenhuma cerimônia.


Noite após noite, ele brinca com as horas, me pega logo nas primeiras horas da noite e se vai logo que o novo dia chega com sua primeira ou segunda hora, ficando quietinho comigo somente três ou quatro horas por noite.


Na madrugada, coisas bobas ficam sérias, problema de fácil solução ganha senha indecifrável e lá vou eu em meus passeios noturnos pela casa.


Que passam pelo banheiro, bebedouro, sala de jantar e, depois de dar uma olhada pela janela, volto para cama pra ver se o sono fujão voltou e se podemos nos reconciliar, pelo menos até o amanhecer, o que não vem acontecendo muito...


Já me disseram, aqui em casa, que velho dorme pouco mesmo, será?



O que mais me irrita é que, quando o dia amanhece, o dragão que me atormentava na madrugada, como que por encanto, vira uma lagartixa daquelas bem miúdas, uma taruíra.


E ainda mais bravo fico por, nas noites seguintes, me deixar inexplicavelmente ser engambelado da mesma forma, enquanto o sono se vai todo serelepe, me deixando entre as minhas caminhadas e a esperança do seu retorno.


Me falaram também que se eu tomar um "remedinho" o sono volta, será?



Meu receio é que esse tal de "remedinho" seja parente da lagartixa e que, de forma inversa, no começo seja uma taruíra inofensiva e, depois de algum tempo, vire um dragão assustador que não queira mais ir embora.


Tô fora! Vou continuar a caminhar, beber água, escrever, estudar, ler,... até que o fujão volte e nós nos reconciliemos; mesmo que, como um boêmio, ele só volte ao raiar do dia.



Fico pensando, se daqui a algum tempo, também acharei ridículos os motivos que hoje abrem a porta para o sono fugir.


É só comigo, meus amigos?

Será que o sono tem fugido daí também?


Rogério Alves.


116 visualizações1 comentário