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Maricas 02

Ele é nosso presidente!!!!


Depois da eleição, o presidente é de todo o povo e deve governar para todos e não para os que o elegeram.


Assim também é, e deve ser, em relação a todos os outros cargos eletivos, dentro do processo democrático.


Desde o finalzinho da década de 70, quando iniciei minha militância no incipiente movimento estudantil friburguense, me lembro de passar a fazer críticas ao governo e a constatar essa ação popular tão comum e generalizada.


Isso se deu para mim, ainda nos governos militares, nos dois últimos generais: Ernesto Geisel e João Figueiredo.


Desde essa época até ontem, esta cultura nacional (discutir política) é uma lembrança marcante na nossa memória de Brasileiro.


No colégio, na empresa, no bar, nas reuniões familiares, esse sempre foi um assunto que nos entretinha: falar mal do presidente (governo), independente de ideologia e partido.


As discussões se davam sempre de forma natural, entre os a favor e os contras.

Isso, desde que me entendo por gente, faz parte de uma tradição popular.



Com a democratização do país, vivemos novos ares de liberdade, com a chegada do nosso presidente José Sarney com os “fiscais do Sarney” com planos econômicos e a inflação desenfreada, além do seu tradicional bigode…


Nessa época, passamos a sentir mais confiança e falávamos da sua demagogia e fracassos sem a menor cerimônia.


Em seguida, iludidos, recebemos o ¨caçador de marajás¨, o nosso presidente Fernando Collor com a casa da Dinda, sua disposição atlética e o seu fatídico Fiat Elba, a gota d'água para seu impeachment... E a gente falando…


Em seu lugar, recebemos o nosso presidente Itamar Franco com seu famoso topete, com a reedição do Fusca, com a hilária cena protagonizada por ele no carnaval do Rio de Janeiro… E a nossa língua afiada não parou...


Logo depois, recebemos o nosso presidente Fernando Henrique Cardoso com seus pronunciamentos, com uma linguagem rebuscada e tachado de intelectual… Não escapou do deboche e das críticas.


Posteriormente, recebemos o nosso presidente Luiz Inácio Lula da Silva que, ao contrário do seu antecessor, foi taxado de pião, cachaceiro… E a gente falando e fazendo piadas. Me lembro do Diogo Mainardi articulista da revista Veja chamando o nosso presidente de “minha capivara” …


Após oito anos, nos chega a nossa "presidenta" Dilma Rousseff com seus "brilhantes e claros" pronunciamentos, medidas populistas inconsequentes, que terminou com seu governo… e mesmo depois de anos, seus memes ainda fazem sucesso em algumas redes sociais … e rimos muito com ela.


Em função do segundo impeachment da nossa jovem democracia, assumiu o nosso presidente Michel Elias Temer que, como todos os seus antecessores, não escapou dos escândalos e da crítica popular, foi motivo e alvo de muitas piadas… e a gente se fartando nas críticas.


Na sequência natural democrática, recebemos o nosso presidente Jair Messias Bolsonaro que também, como todos os seus antecessores, não nos priva de bons motivos para nossas críticas, piadas e as boas e velhas discussões.


Mas, aqui a situação sofre uma mudança radical e preocupante.


De uns tempos pra cá, surgiu uma tal de polarização que vem tentando suprimir e sufocar esse instituto popular do direito de falar, discordar, brincar…


Quando alguém se refere ao presidente (governo), vemos reações extremadas e doloridas, como o sentimento materno diante de uma crítica ao filho.


Mesmo diante das gafes, equívocos, grosserias e seu ego extremado… querem nos tirar um direito tradicional de rir e criticar!


Ao publicar sua opinião ou visão, é imediato o patrulhamento extremado que tenta sufocar de forma ridícula o nosso direito de expressão.


Há alguns dias, publiquei um texto mais divertido do que crítico e, no mesmo instante, surgiram as descabidas reações castradoras:


"Texto descontextualizado!"

"Com intenção de causar!"


Além dos prognósticos alarmistas para justificar e defender o nosso presidente…

Particularmente, gostei muito de uma que me contaram hoje:


"Esse cara é comunista!"


Logo eu, que me considero filho do capitalismo...


Apaixonado pela arte dos negócios (vendas), onde fiz minha vida, admirador de Fernando Henrique Cardoso; sou inimigo contumaz de todo e qualquer tipo de preconceito, crente de que a educação é o único caminho para mudar uma sociedade, apaixonado pelo terceiro setor, esperançoso no poder da Responsabilidade Social...



Ninguém tem o direito de querer calar a nossa opinião, não se deixem intimidar pelo destempero agressivo e exacerbado, que teme o contraditório e que pensa ter o direito de impor suas “verdades”.


A verdade é fruto do tempo, que permite a utilização do bom senso e do critério para avaliar, concluir e julgar.


O presidente é nosso, como todos os outros que tivemos até aqui.


Somos todos Brasileiros e sua eleição representa a vontade da maioria, fruto do processo democrático. Agora, daí querer nos proibir de falar mal, de discordar, de rir, e de nos expressarmos…


Não se deixem submeter, não se deixe amedrontar, não existe nós e eles, estamos todos no mesmo barco e devemos fazer tudo para que ele chegue íntegro ao porto de um país melhor.


Ainda resta muito dessa viagem que nos levará a um lugar que ainda vemos distante.


Precisamos nos unir para continuar viajando em direção de um país mais justo, mais humano, mais educado… unido pela crença de que somos nós, eu, você, ele, ela, que vamos melhorar e consequentemente transformar a nossa Casa.


Sou um cidadão Brasileiro, não tenho lado, acredito no trabalho como forma de transformação e estarei do lado daquele governo que estiver trabalhando para transformar o Brasil num país melhor, seja quem for que esteja no seu comando.


Agora, não tentem me intimidar ou impor seus valores e crenças, eu tenho as minhas e elas são inalienáveis.


"Cada palavra tem sua consequência, cada silêncio, também."

Maricas é a...


Rogério Alves


*O impeachment ocorre no Poder Executivo, podendo acontecer no Brasil, por exemplo, ao Presidente da República, Governadores e Prefeitos. Quando acontece o impeachment, significa que o mandato fica impugnado ou cassado.


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