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O Frio e o Meu Vazio



O meu caminho é solitário!

Final de tarde silencioso e o animal caminha, nem marcha, nem trota, rédeas soltas em mortas mãos que não ditam o ritmo, abandonadas na cabeça da sela.



Mente vazia, morada de perdidos fragmentos que vagam entre nenhuma pressa e a falta de um destino, coisa de quem não tem ninguém à sua espera, nem o desejo de alguém encontrar.



Assim, seguir em frente ou retornar em uma das curvas do caminho pode ser somente uma forma de se livrar do sol nos olhos, sem nada mais significativo. A estrada não tem sentido quando não se tem destino, nem um bom porquê.



Sinto que o nada dos pensamentos, há muito, desceu para o meu peito e, seguindo rota natural, fez morada, enchendo todos os espaços que, por hora, estão sem donos, casa abandonada no ermo.



O sol, agora já alinhado à altura dos meus olhos, caminha preguiçoso como se fosse pousar suavemente no topo da montanha mais alta, bem lá no fundo, a última naquele vermelho horizonte.



E não demora a noite vai cair, aqui, nesse imenso mar das alterosas, ela tomba de uma vez, sem cerimônia, desvendando todas as estrelas que o tempo foi ajuntando para enfeitar o seu negro céu.



À noite, o vazio se agiganta, tudo cresce na ausência da luz e o cansaço entorpece os sentidos; a solidão, feito água, inunda todos os recantos do ser até que estanca no caminho sem ter para onde ir.


Sinais de solidão, vazio o coração!



Rogério Alves


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