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O meu é sempre melhor!

Gostaria de compartilhar com você uma angústia minha diante do que vem acontecendo comigo e ao meu redor; leia e veja se acontece com você ou se o problema é comigo (gostaria de saber também sobre suas experiências, por favor deixe-as nos comentários, logo abaixo dessa postagem).

Nós sempre temos algo a acrescentar!

Adoramos dar a última palavra!

O nosso jeito é sempre o melhor!

Sabemos sempre mais que o outro e por aí vamos pela vida afora; gostamos mesmo é de opinar, principalmente de só opinar e, não fazer nada para realizar mudanças, sem envolvimento pessoal (isso dá trabalho). Por ter uma opinião queremos trazê-la, deixar nossa marca, julgar, avaliar e ter, se possível, a última palavra.


Ao meu ver, vivemos um momento ímpar, onde as pessoas de modo geral estão com mais tempo, muitas por estarem afastadas de suas atividades profissionais; mas, mesmo antes destes acontecimentos virais, epidêmicos, pandêmicos, isolacionistas, algumas já viviam uma vida quase virtual, baseada quase que unicamente nas redes sociais.


Para algumas pessoas os embates presenciais são um campo impossível de cogitarem ou transitarem.

Para se manifestar presencialmente, é inevitável o olho no olho, é preciso se relacionar e debater, expor sua opinião, defender seu ponto de vista, convencer sobre suas verdades...

E dar a última palavra é trabalhoso, pois demanda permissão e sujeição do outro.

Para esse embate de idéias necessita-se estar disposto e disponível para conviver.


Vimos de conviver numa época onde ninguém escuta ninguém, onde todos nós queremos nos fazer presentes e a forma encontrada foi através das redes sociais; e eu me pergunto: será que assistimos tantas ou todas as palestras que compartilhamos? Vídeos, estudos, reportagens, lives… será? Ou só compartilhar basta? Ou é só uma forma de sentir-se aceito?



Para mim, as lives são um caso digno de um profundo estudo.

Por minhas parcas informações e minha dificuldade com os cálculos, creio que já arrecadaram alimentos para suprir a demanda brasileira e a africana; é inevitável, e eu acabo pensando: a fome teve início com a chegada do vírus?

Antes estava tudo bem?

As pessoas passaram a ter fome somente depois que a pandemia chegou?

E quando tudo isso passar? Vai acabar a fome?


Outro destaque é o caso "Palestras": no início, abri uma pasta e fui guardando para assistir depois, quando tivesse tempo...


Fiquei sem tempo até para arquivá-las, quanto mais ter tempo para assisti-las. E acabei desistindo do plano inicial.

Isso me leva a pensar também o caso do *presenteísmo (vejo o significado no final da postagem) nas lives, estudos, trabalhos, reuniões, palestras…


São tantas informações que não conseguimos apreender o conteúdo, sem entrar no mérito de que grande parte não tem nenhum conteúdo, são retalhos e releituras incompletas, desesperadas tentativas de adequá-las ao momento atual, trazendo muitas vezes mais dúvidas e desinformação do que esclarecimento.

Não preciso estar presente, nem sair de casa.

Posso continuar a fazer outra atividade enquanto assisto, ouço, participo... Estou online e conectado o tempo todo.


As transmissões pela internet vem apresentando resultados incríveis de audiência em todos os setores, mas... preciso pensar se estou realmente presente nestes eventos, se estou mesmo participando ou se só estou conectado.

Não consigo parar de pensar se foi o isolamento social que fez eu ter mais tempo para estar tão antenado e conectado a tantas atividades, a ponto de não perder um trabalho, palestra, estudo, live, reunião, opinar, dar likes, compartilhar… Será que antes eu estava muito ocupado? Ou será que era uma questão de escolhas e opções? De prioridade?


Estar presente é fazer escolha e sempre demandará perdas.

Quando escolhemos estar naquela atividade, naquele local, seja qual for, abriremos mão de uma ou mais possibilidades, deixaremos sempre de estar em outro lugar, escolher estar presente aqui, implicará sempre em uma escolha.

As minhas redes sociais sofrem um constante soterramento (acho que só as minhas). Quando faço uma publicação e depois de alguns minutos volto para uma correção que alguém me alerta ser necessária, tenho dificuldade até de encontrá-la. Isso acontece principalmente nos grupos de WhatsApp.


Imediatamente são feitas inúmeras postagens sobre os mais diversos temas que acabam competindo e inviabilizando o aproveitamento.