Quando dói!
- Rogério Alves da Silva

- 18 de abr.
- 2 min de leitura

Levanto “bem cedo” diariamente!
E, ao descer os degraus que me levaram a cozinha, constato a real utilidade dos corrimões, é preciso me apoiar, pois os tornozelos doem e não dá mais para confiar cem por cento nos joelhos, uma falha passou a ser uma real possibilidade.
Cumpridas algumas costumeiras tarefas, é hora de sair para uma caminhada que durará no máximo sessenta minutos de uma dor moderada, depois é a vez do bom e doído alongamento que se mescla com alguns exercícios de força que começam muito bem mas, quando passam das quinze repetições, danam a queimar e doem sem cerimônia.
Café da manhã, banho caprichado e a saída para mais um bom dia de trabalho, carro confortável, o percurso é longo até o primeiro cliente e, quando desço do carro, o caminhar é trôpego, todo travado e dói até se firmar. E assim o dia segue me levando com carinho, mas sem deixar que eu me esqueça das dores que se infiltram nas articulações, indo dos pés até o pescoço.
À tardezinha, que nesta época do ano já se veste de noite antes que eu termine o meu roteiro e possa voltar “correndo” para casa, o cansaço se faz visível e ansioso, doidinho para pegar o caminho do berço. Já na garagem, é hora de uma alongada geral e curtir aquela dorzinha gostosa de uma espreguiçada de corpo inteiro.
Pronto! Mais um dia fechado e anotado na conta. Agora é hora de um bom banho, comer algo, pois o jantar já foi abolido há muito tempo e vou mansamente para a boa cama me deitar, relaxar e sentir aquela dorzinha da chegada do sono.
Está é uma obra de ficção, como aquelas que lá atrás, falavam de mines telefones portáteis, robôs, viagens ao espaço, supercomputadores, televisão interativa, inteligência artificial... que hoje são a pura realidade. Se esse texto lhe causou estranheza ou descrença, é só esperar, o tempo vai cuidar de transformá-lo em realidade.
E lembre-se, a vida está só começando!
Rogério Alves

É bem assim… Se a dorzinha sumir, é preocupante, pois logo surge um pensamento: será que ainda estamos por aqui?