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Racismo estrutural

Caminhando rápido para os meus cinquenta e nove anos, me sinto surpreendido por colocações tidas como normais em outros tempos, mas que, atualmente, não deveriam ser sequer pensadas, quanto mais proferidas!


Falo do racismo, não deste que às vezes consegue chegar aos telejornais da grande mídia, provocando uma grande comoção e que, três ou quatro dias depois, se vê soterrado por outros absurdos, numa sucessão de abominações diárias que nos cercam ou nos chegam.


Estas lamentáveis manifestações públicas de racismo são reveladas por pequenas falhas na crosta frágil de civilidade das relações sociais, onde o preconceito estrutural vem à tona por um instante e que, em contato com um novo mundo, se solidifica diante da reação imediata de uma sociedade nova que não aceita mais o racismo.


Mas, no submundo desta nova realidade, ainda existe um racismo estrutural remanescente da nossa história, enraizado no tecido social e que, diante de uma situação propícia, teima em brotar. Cabe, a cada um de nós, combater esta erva daninha sem relativismo.


Você já prestou atenção em algumas expressões da nossa linguagem cotidiana? Não? Coisas como:

"Você está na minha lista negra!"

"A fome é negra!"

"Amanhã é dia de branco."

"Não vá fazer serviço de preto."

"Ele é pretinho mas, é bonzinho."

Em pleno século XXI, temos um verdadeiro mercado negro de mulheres e as preferidas são as mulatas. Sinto uma inveja branca de quem já superou esses termos preconceituosos, quem ainda não conseguiu é uma ovelha negra nos tempos atuais.

"Preto de alma branca."

"Não pense que sou uma das suas negas."



Se você tem escutado ou usado algumas destas expressões, é sinal que precisamos falar mais e mais sobre este racismo estrutural que se reflete na nossa linguagem e que precisa ser combatido pela conversa esclarecedora e libertadora.


"Ah, eu não falo por mal, não sou racista, eu até gosto dos pretos."


Não podemos mais admitir, sem reação, que o preconceito se estabeleça, todo e qualquer preconceito é lamentável, fruto da ignorância e de uma estruturação social lamentável. É preciso que a sociedade se una para debater sobre os preconceitos, só assim vamos superá-los.


"Racismo. Ou você combate, ou faz parte."



Rogério Alves



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