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Sala de espera



Em uma sala super confortável, com tudo que a modernidade oferece, eu aguardo comportadinho que chegue a minha vez. Um display gigantesco me mostra em números grandes antecedidos por letras, iniciais de um código que deve me classificar em algum grupo que eu não sei como decifrar.


Sei sim é que cheguei aqui há muito tempo e o relativo conforto do ambiente me consola e recompensa, fazendo a espera frustrante ser mantida sob controle, sem grandes angústias e até com relativo conformismo diante da longa demora.



Desde o começo, fui submetido pedagogicamente a um processo de preparação para a hora de finalmente ser feliz. Depois de muitas promessas frustradas, acabei percebendo que ser feliz era um sempre plano para o ano seguinte, para o próximo nível, para quando batesse a meta, quando… após…. e nada de chamar a minha vez…



Até que um Amigo especial (e muito mais esperto que eu) cochichou no meu ouvido que era besteira ficar esperando, que seria melhor levantar e romper com aquela estrutura confortável, instalada para iludir aquele que espera. Disse, ainda em tom um pouco mais firme, que era hora de abrir mão das promessas ilusórias e se permitir pensar…


Pensei, pensei… olhei o relógio e vi que já tinha esperado muito! Amassei a senha impressa em papel já amarelado pelo tempo e me fui…



Foi emocionante romper com tudo e sair da sala de espera! Aqui fora tem sol, o céu é muito azul e o vento frio do inverno me faz sorrir e pensar: “Que clima gostoso! Vou caminhar um pouco e aproveitar este momento o mais que puder!”


Agora eu sei ser melhor juntar estes pequenos momentos felizes, coisas que parecem bobas como: um café com uma boa prosa; rir dos meus ridículos; das gafes imperdoáveis; das besteiras de quando menino; ouvir uma música antiga cheia de lembranças, poesias… Vivê-los, aproveitá-los, ao invés de ficar esperando que chamem o meu número, algo que não depende de mim e que não sei se um dia irá acontecer.


Creio profundamente que se não for assim, a vida se transforma em uma grande sala de espera, onde a promessa de uma felicidade bombástica e duradoura que pode nunca se cumprir acaba frustrando, um utópico apogeu que estará sempre sendo remarcado, adiado para o tal futuro.



Vou ser feliz agora, vou amar o que tenho, rompendo com o sistema ilusório que tentou me capturar.

Ser feliz é um presente! É no presente! E quando o futuro chegar, ele também será presente.


Quero me encher de momentos felizes, colecioná-los.


Rogério Alves.


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