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O sócio de Deus - trabalho, esforço e fé

Adoro causos! Contar causos é, na minha opinião, uma arte e o Mestre é Rolando Boldrin, um estudioso da cultura brasileira, que desde que era criança lá do interior de São Paulo, já contava e cantava a beleza de nossa terra.

Escutei dele um causo que vou dividir com vocês:


Costumeiramente, o padre Mário visitava seus paroquianos em sua charrete.


Naquele dia, chegando ao sitiozinho do matuto se encantou: as cercas brancas da porteira, o cafezal florido, a casa, o canteiro de flores… Tudo lindo e impecavelmente arrumado...



Parou a charrete em frente à casa, onde ele era esperado pelo sitiante que o saudou:

- Boa tarde padre Mário!

- Que honra receber o senhor! Vai se chegando, vamos entrar que o café tá esfriando!

Padre Mário parando mais uma vez, passa a vista ao redor. Admirado, sentiu vontade de elogiar e assim fez:

- Que beleza meu filho, seu sítio está uma belezura, tudo muito arrumadinho, que maravilha, fico feliz!

Chegando ao alpendre, depois do comprimento habitual arrematou:

- Muito bonito mesmo, a impressão que tenho meu filho é que Deus é seu sócio!

Ao que, rapidamente, o sitiante respondeu:

- Pois é Padre Mário, mas o senhor precisava ver quando Deus estava aqui, sozinho, que macega era isso! Era uma coisa horrível!


Macega: campina com capim alto e seco, a ponto de dificultar a passagem.

Esse causo é o retrato da crença e da descrença, daquelas pessoas que tem uma relação mais realista com a vida, tudo sem perder o bom humor.


O causo me fez lembrar a recomendação cristã “Ajuda-te, que o céu te ajudará”.


Por outro lado me leva a um comentário, fruto de observações cotidianas nas minhas relações no meio religioso, onde não é incomum escutar colocações e constatar posturas que transferem à divindade soluções de ordem e cunho pessoal como: a obtenção de emprego, a compra da casa própria, a liquidação de dívidas, a solução de impasses judiciais, a manutenção da saúde ou a sua recuperação, passar no vestibular…

Você se lembra do ditado antigo: "Ora trabalhando e trabalha orando..."?

Toda essa expectativa esperançosa pela interseção extrafísica, não tem nenhum problema quando ela se vê ladeada ou até antecedida por uma ação positiva, de Vontade, de busca, de luta; eu acredito na inspiração, na motivação, na conspiração Divina a nosso favor, nas intuições, … mas, creio mesmo que é imprescindível a nossa ação no que nos compete para que aí sim e somente aí, sejamos secundados de alguma forma.


No causo do sitiante matuto, vemos a lúdica percepção do homem em crer que tudo seja de seu sócio Deus, mas faz questão de mostrar que se não fosse sua participação nessa sociedade com muito trabalho e suor, aquele lindo lugar seria só um matagal como ele o houvera encontrado.



Penso ainda que, o esperar a ação divina de forma extrafísica seja até um pouco de pretensão nossa, desprezando e muitas vezes ignorando a ajuda daqueles que estão ao nosso lado, caminhando, lutando, aconselhando, ajudando, motivando, chamando nossa atenção para a necessidade da luta, da escolha de novo rumo...


Pegar um pedaço de terra e transformá-lo em um lindo sitiozinho, eu creio ser o que se espera de nós, sem igrejismo, sem falsa modéstia, sem arrogância, mas fazendo o que nos cabe até onde for possível, deixando para momentos extremos a busca da ajuda do nosso sócio neste grande empreendimento que é a vida.

É bom ter esta ajuda divina como uma reserva estratégica, num local seguro, construído sobre a rocha, pois, as tempestades virão e, serão nestas horas, nas horas realmente cruciais que nos valeremos dela.


Rogério Alves






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