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Trabalhar feliz... É possível?

- Eu estou me matando de trabalhar!

- E você, tem trabalhado muito?

- Nossa! Nem me fale!


Tem alguém aí?

O trabalho se transformou em algo difícil, desagradável e lamentável, um meio inevitável de sustento e caminho duro para uma aposentadoria, se possível precoce, ansiosamente almejada.


Logicamente, existem exceções em relação a este sentimento, mas, vou me ater ao sentimento mais comum para tentar chegar a uma forma diferente de ver, sentir e se relacionar com o trabalho.



Nas conversas mais comuns, o que se colhe em relação ao ato de trabalhar é, na maioria das vezes, uma vontade angustiada, quase incontrolável que os minutos, as horas e os dias passem; alguns, alucinadamente, contam os meses à espera das férias de final de ano como forma de alívio e fuga.


Durante a semana, os minutos formam as horas tristes de trabalho, até que finalmente chega a tão desejada: hora feliz (happy hour), momento de deixar o trabalho e ser feliz por algum tempo.



O que a maioria não percebe, é que acabamos transformando todas as horas vividas que antecederam a "hora feliz" em horas tristes, lamentáveis, um sacrifício. Semanas feitas de dias horríveis, que deságuam num final de semana de pouquíssimos instantes felizes, e às vezes nem tão felizes são.


E a segunda-feira chega rápido!


Nesta situação, nos pegamos no trabalho olhando para o relógio amiúde, e é comum se ouvir ou dizer:



- Rapaz, a hora não passa!

E, realmente, parece não passar! Quando estamos em situação desconfortável, a sensação é que o tempo se arrasta, até porque, você não veio para aquelas horas e sim para a "hora feliz", instante de finalmente fugir dali, de se ver livre de tudo aquilo.


Costumo brincar, em minhas palestras, de não me cansar de ouvir lamentações sobre o trabalho, e até expressões duras como: "aquela desgraça", "aquilo é um inferno". O que muito me assusta e entristece em relação àquela pessoa.



O que eu busquei, para mim, em relação ao meu trabalho foi encontrar prazer, realização, estabelecer metas e objetivos pessoais, buscando sempre ser o melhor naquilo que faço, criando novas formas de fazer o mesmo, inovando sempre, como forma de obter resultados diferentes, substituindo a possível rotina por uma constante e desafiadora aventura.



Nesta minha relação com o trabalho, o salário deixou de ser o objetivo, passou a ser consequência, resultado da forma positiva e alegre de encará-lo; trazendo um prazer ansioso em relação ao dia seguinte, fazendo as horas me surpreenderem com sua pressa de encerrar o dia, às vezes lamentavelmente, que impede-me de finalizar aquela missão em andamento.


O grande desafio atual é aprender a transformar a sua escolha profissional em algo prazeroso. É buscar a realização pessoal. É investir em capacitação e manter-se sempre atualizado.



O segredo, talvez, seja prestar atenção no que estamos vivendo agora, neste momento! Buscar, com delicadeza, o que de bom a vida nos proporciona; sem ansiosamente transferir a felicidade para determinadas horas que podem não chegar e nem serem tão felizes como se espera.


Torcer para as horas, dias, semanas e meses passarem é assistir a vida passar e, fique certo, ela passa e muito rapidamente, sem reprise!


Por isso, transforme seu trabalho em algo prazeroso ou busque um trabalho que te dê prazer e te traga momentos felizes!

As possibilidades são imensas e estão abertas a quem se dispõe a buscá-las.


Rogério Alves


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