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Você se lembra?

Foi outro dia que estávamos todos felizes e envolvidos pela festa de Natal, eu sei que parece que tem muito tempo, mas não! Passaram-se, apenas, vinte e um dias. Pode fazer a conta se não confiar nas minhas!



Naqueles dias que antecederam a "Noite Feliz" estávamos "quase" todos tomados por sentimentos incomuns, dispostos a "quase" tudo, inebriados pelo clima natalino. Foi hora de fazer doações múltiplas, atender cartinhas em nome do Papai Noel, comprar tudo que vendiam nos sinais, gratificar os hermanos malabaristas do sinal fechado e muito mais.


Lembro-me do dia em que um homem (creio seja mudo) colocou no retrovisor do carro uma cartelinha de balas junto com os sinais usados em libras, quando ele voltou recolhendo, eu lhe paguei com cinquenta reais. Foi um momento muito legal e de um grande susto. Pude perceber, no seus olhos, o quanto ele lamentou não poder me dizer obrigado. O sinal abriu e eu fui embora chorando.


Coisas de Natal que ficaram meio perdidas e que só voltaram a minha mente por causa da Simone que, perdida e fora de época, cantava "Noite Feliz" na casa do meu vizinho hoje, bem cedinho.



Dizem que é a festa mais bonita do ano. Tenho minhas dúvidas e muita implicância com o seu forte apelo comercial. Penso que ela expõe, ainda mais ostensivamente, os abismos sociais existentes. No dia seguinte à festa, já tem gente preocupada e arrependida das compras feitas, que vão minar o orçamento familiar por muitos meses.


Os sentimentos que antecedem a festa parecem partir sem cerimônia, junto com o último convidado; a roupa nova comprada para a noite, no dia seguinte, não tem mais o mesmo glamour; até as luzes de Natal, na noite do dia seguinte, não tem o mesmo brilho encantador.


Passou! Foram somente vinte e um dias, mas parece que foi há muito tempo...


Feliz Natal!



Rogério Alves.


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