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Apreendendo

Vida boa é aquela que nos ensina.


Meus olhos, depois de tantos anos de cumplicidade, começaram a me trair em um complô com meu coração e, agora, a emoção tem brotado fácil diante do que, até primaveras passadas, não floresciam por aqui.



Acredito que esteja sendo acometido por um processo de fermentação dos conteúdos consumidos, tais como: poesia, música, literatura, filosofia… Que somados, estão amaciando o tijolo que morava no meu peito, permitindo emergir um coração.


Diante de depoimentos, músicas, textos, situações que antes não me afetavam, agora, me pego totalmente comovido, sentindo-me mais próximo do sentir do outro, aberto a sentimentos que eu fui refratário, penso estar ficando mais humano.



Ouvi falar que pode ser empatia, algo que só conhecia até outro dia, como palavra dispersa pelos textos, compondo relatos que me convidavam à emoção e ao envolvimento, aos quais, eu declinava na maioria das vezes sem a menor cerimônia.


Como a gente muda! Não sei se a mudança será definitiva, mas confesso que estou gostando. Tenho encontrado diante do papel e da tinta, palavras mais cordatas e obedientes, dispostas a me auxiliarem a contar casos, histórias e até fazer poesias…



Sinto que vem diminuindo a preocupação de sempre agradar as pessoas; que tem crescido a necessidade de afinar o que digo com as minhas ações; sinto, ainda, ser imprescindível defender os princípios que abraço…



Tenho pensado muito sobre este complô, será que ele tem como fonte a experiência de vida? Afinal de contas, já estou no último terço da aventura atual que chamam de viver. A idade vai nos propiciando milhas percorridas e, com elas, são muitos os caminhos e paisagens que acumulamos, esta bagagem nos faz mais experientes.


São poucas as pessoas que hoje me surpreendem. Diante de fatos e ações comuns, tenho visto me acometer uma sensação de déjà vu e reajo, prontamente, lamentando a falta de ineditismo e criatividade.


O que você acha de tudo isso?

É resultado dos anos de estrada?

Estou gostando desse Eu que vem perdendo a "papa na língua", que vem ficando cada vez mais afiada.


Como estão as coisas por aí?

Você sente as mudanças que a vida tem lhe provocado?


Rogério Alves.


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